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Auto-amor é imensidão

  • 12 de abr. de 2019
  • 1 min de leitura

Amor próprio.

Amor próprio.

Amor próprio.

Mas não como propriedade.

Mas não como posse.

E sim com propósito.

Porque para amar é preciso conhecer.

E se conhecer é bastante difícil.

Dizem que o amor próprio é egoísmo.

Então, como poderei, eu, amar a mim mesmo?

A pessoa é perplexa demais.

A humanidade é dual demais.

O amor é complexo demais.

Sendo próprio demais, que chega a si mesmo a ser proprietário

Demais, que chega o outro a tomar posse.

Amor egóico.

Amor egóico.

Amor egóico.

Fuja!

Corra!

Saia daí!

Sim! De si mesmo;

E fuja para um abrigo.

Que provavelmente será a si mesmo.

Como posso fugir de mim e me abrigar em mim ao mesmo tempo?

Plenitude.

Plenitude.

Imensidão.

Se de próprio for de propriedade, que seja a de característica.

E daquelas boas para se chamar de qualidade.

Amor próprio, eu não tenho, porque não quero me aprisionar.

Mas me amo a ponto de tentar me conhecer e doar-me para alguém.

Não quero que me pertença.

Não quero que seja conveniente.

Prefiro chamar de “autoamor”

Pois com autoconhecimento, eu possa vir a me amar.

Amor pleno.

Amor pleno.

Amor pleno.

E, dessa forma, posso conhecer o outro melhor.

A mim melhor.

Ser melhor.

Se dando conta que amar é questão de Ser.

Ou de não ser.

Ter.

 
 
 

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