Desabafo elementar
- 27 de ago. de 2018
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Deixe-me fluir na água, no ritmo da maré
talvez eu entre no barco que me leva para onde se encontra
e eu venha saber quem tu és.
Deixe-me queimar no fogo, na chama que te aquece
talvez a fogueira venha a me revelar
as cura para o que me padece.
Deixe-me pisar em terra, nas areias que estabelece
talvez na raiz do problema
eu entenda o que me entristece.
Deixe-me voar nos ares, nos ventos de uma brisa calma
talvez levite ou até flutue
para onde está minha alma.
Deixe-me energizar-me do que etéreo
talvez eu seja parte de um todo ou um todo de uma parte
E na tua vibração, eu me encontre nesse venéreo.
De rimas clássicas, de rimas fracas
pude até me elementar
mas ainda me sinto vazia
me sinto a fraquejar
Quando será que terei a cura?
Quando será que o vazio irei preencher?
Do absurdo?
Do obscuro?
Só queria me encher de ternura
Só queria poder entender
Será que é possível significar?
Talvez eu renove, para que eu possa evoluir.
Melhorar.
Respiração.
Inspiração.
Piração.
De algo louco ou doentio
me sinto
em um recinto,
Mas não, não minto!
Que de uma ou qualquer prisão
Sinto que posso me libertar.





















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