Numa busca por si mesmo, de bônus encontrei você
- 19 de nov. de 2018
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Busquei-me em fatos.
Busquei-me em afetos.
Busquei-me em artefatos.
Busquei-me em gestos.
Busquei-me em morte.
Busquei-me em vida.
Busquei-me na sorte.
Busquei-me em despedida.
Busquei-me em luz.
Busquei-me em escuridão.
Busquei-me em paz.
Busquei-me em perdição.
Busquei-me no caos.
Busquei-me na ordem.
Busquei-me em em outras pessoas.
Mas padeci.
Busquei-me.
Vaguei.
Vaguei.
Ri. Chorei.
Não quero me abastecer de entretenimentos que só serve para as horas ocupar.
Não quero uma vida vã.
Não quero o comodismo vil.
Não quero uma mente sã.
Não quero um coração hostil.
Quero-te.
Por mais que não entendas o sentido disso.
Não estou aqui a melhorar-te.
Mas para acolher-te.
E de todas as buscas, busquei-me a mim.
E de espanto o paradoxo se fez.
Os olhos são universos.
Que de multiversos, só posso descrever um.
E de janelas da alma só posso abrir a uma.
E de uma ironia divina, foi nos olhos de um misantropo que vi amor na humanidade.
Busquei-me.
Não só de vida.
Mas de preenchimento.
De felicidade.
Ganhei-me, não por me achar ou te achar.
Mas pela busca.
Que de tanto buscar, achei.





















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