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O jogo da evolução

  • 28 de ago. de 2018
  • 2 min de leitura

Somos iguais. Somos opostos. Somos diferentes. Somos. Apenas. E era para ser assim para sempre. Em uma completa estabilidade infinita. Mas as coisas não são tão fáceis assim. As coisas são mutáveis. E a gente não foge dessa regra. A gente muda. Variavelmente. Mudamos para melhor, mudamos para pior. O pêndulo sempre balança para algum lado. Claro que nós esperamos que mudemos para melhor, para que haja crescimento e fortalecimento pessoal. Os nossos desejos sempre são em busca do bem. Sempre. É, existe algo não mutável por aí. Pena que dessas coisas que nunca mudam são pouco perceptíveis, ficam nas entrelinhas. São essas coisas que nunca mudam que fazem as coisas acontecerem. O mais gozado disso tudo é que a mutabilidade é consequência dessa invariável estabilidade infinita. Isso mesmo. Bem redundante. Porém, voltemos para o que somos. Somos partes mutáveis de um grande jogo universal cósmico. Precisamos saber jogar.


O jogo é chamado de evolução. Precisamos evoluir. Portanto, precisamos jogar. A vida é o percurso e os momentos são as jogadas. Os melhores jogadores são aqueles mais virtuosos, daqueles que o pêndulo balança para a melhora crescente. Tais jogadores têm uma intuição aguçadíssima e possui senso de justiça como também lampejos de sabedoria. Esses jogadores têm uma maior probabilidade de zerar o jogo. Mas o jogo em questão é cíclico. As fases são muitas, inconstantes. A menos que de tanta evolução, haja uma transformação divina e a pessoa deixa de ser pessoa e passa a ser o todo. Junta-se ao que deu a sua origem. Passa a estar em toda parte. O complexo disso tudo é que para que ocorra tal transformação isso leva tempo, que não dá para medir ou saber o quanto tempo leva. Afinal, o jogador deixa de ser jogador e transforma-se no próprio jogo. Isso é grandioso, divino. Uma raridade. Tem gente que não acredita nisso, todavia é nesse significado que deposito o propósito da existência humana: buscarmos a nós mesmos para simplesmente sermos. Jogar para transformar-se em jogo. Re-significar. Acrescentar. Transcender.


Depois desse breve comentário sobre o funcionamento dos multi-versos/universos, posso trazer isso para uma realidade particular: as relações pessoais. Essas existem, porque somos seres dependentes. Precisamos um do outro. As relações pessoais serve para as mudanças pessoais. Para ajudar a jogarmos. Para viver a fim de evoluirmos. A importância das relações é algo fundamental para a vida. As pessoas podem somar na jogada, como podem atrapalhar o jogo. As pessoas tanto podem ser obstáculos de algum nível, como algum bônus ou ajuda em alguma fase. Precisamos nos relacionar para podermos evoluir. É isso que torna o jogo difícil, como também torna o jogo interessante, profundo e intenso.


O divertido desse jogo é justamente a interação. Aprendemos a ser. Sermos mais altruístas. Sermos mais organizados, mais responsáveis. Ora, quando não jogamos bem, acabamos por ser também. Só que para o outro lado do pêndulo. Acabamos sendo mais carrascos, mais impulsivos, mais egocêntricos. O que quero enfatizar é que sempre somos. Somos. Somos completos. Somos metades. Somos humanos. Somos pessoas. Somos relacionáveis, somos interativos. E devemos aprender a sermos melhores. Guiarmos nosso ser para o crescimento, subir de nível no jogo da evolução. Sobrelevar as mudanças, as instabilidades, para assim, podermos transcender e se transformar. E quem sabe, não virarmos o jogo? Mas ainda sim, seremos.


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